SÓ PERDE PARA O GAÚCHO. Prate vê né, mais vale um pequeno brincalhão que um grande bobalhão: a África tá em sexto lugar!!!
Nadegas a mais.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Sempre que a alma se agranda a estrada fica pequena.
Olha no fim de uma jornada, percebo que aprendi muito mais do que já pensei, apesar de não ser nem 1% do necessário. E nada mais importante que isso foi a base que recebi em casa. Eu tive a imensa sorte de ter família estruturada, com exemplo de pai, mãe, avô, avó, de tudo! E isso faz uma baita diferença, e vejo isso nos olhos dos outros. Aos poucos noto a validade da hombridade recebida pela presença do meu pai, e a história de meu avô. Uma força que me joga só pra cima, até posso cair, mas bato a terra e me levanto. E vejo isso não só em mim, mas no meu irmão, no pai, em todo mundo. E ainda tenho a graça da presença da Aline, uma pessoa que me veio com um "positivo" estampado no rosto, é impressionante e impolgante pra mim. No más, tento seguir aprendendo, com a vida, com a veterinária, com as pessoas que me cercam (boas e ruins, tudo é válido). Ah, veterinária... desde meus cinco anos que botei na cabeça que queria vivenciá-la, e até agora superou minhas expectativas. Eu sou o tipo da pessoa que precisava de um curso intensivo como esse para aprender a viver (não que já saiba, mas estou no caminho...); a coisa tá muito além do que se vê, para aqueles que olham pra dentro. Vida e morte, Felicidade e tristeza, Perda e glória, tudo é visto, se sente o cheiro de tudo isso e se aprende a não temê-los. Isso é o principal que vai ficar pra mim desse curso; o aprendizado é consequência.
domingo, 28 de junho de 2009
"Qualquer dia desses vou sentar a sombra
De um tarumã copado que eu mesmo plantei
Repensar a vida cuidar meus ressábios
E fazer com gosto as coisas que eu sei
Vou mandar embora tudo o que não serve
E largar pro campo os de lombo judiado
Vou bater as brasas e apertar o mate
Só pra ver de longe quem tá do meu lado
Quero ver se o tempo se acomoda um pouco
Porque falta um tempo pra eu chegar no fim
Só cuido da vida e mesmo assim me perco
O que dirão os outros que falam de mim
Quem sabe de mim sou eu mesmo e basta
Não bebo da água onde uns lavam a alma
Nem espero as sobras pra matar minha fome
Porque faço tudo do meu jeito em calma
Pra quem é amigo eu alcanço um mate
Pra quem não é desses eu sirvo também
Uns com jujos n'água pra matar a sede
Outros bem amargo como me convém
Qualquer dia desses ainda me dou conta
Que ando cansando meu pingo do andar
Porque sei que a estrada só se faz de rumos
E quem sabe dele não vai nos contar
Quero ver se o tempo se acomoda um pouco
Porque falta um tempo pra eu chegar no fim
Só cuido da vida e mesmo assim me perco
O que dirão os outros que falam de mim
Quem sabe de mim sou eu mesmo e basta
Não bebo da água onde uns lavam a alma
Nem espero as sobras pra matar minha fome
Porque faço tudo do meu jeito em calma
Porque faço tudo do meu jeito em calma" - Ressábios, Luiz Marenco
De um tarumã copado que eu mesmo plantei
Repensar a vida cuidar meus ressábios
E fazer com gosto as coisas que eu sei
Vou mandar embora tudo o que não serve
E largar pro campo os de lombo judiado
Vou bater as brasas e apertar o mate
Só pra ver de longe quem tá do meu lado
Quero ver se o tempo se acomoda um pouco
Porque falta um tempo pra eu chegar no fim
Só cuido da vida e mesmo assim me perco
O que dirão os outros que falam de mim
Quem sabe de mim sou eu mesmo e basta
Não bebo da água onde uns lavam a alma
Nem espero as sobras pra matar minha fome
Porque faço tudo do meu jeito em calma
Pra quem é amigo eu alcanço um mate
Pra quem não é desses eu sirvo também
Uns com jujos n'água pra matar a sede
Outros bem amargo como me convém
Qualquer dia desses ainda me dou conta
Que ando cansando meu pingo do andar
Porque sei que a estrada só se faz de rumos
E quem sabe dele não vai nos contar
Quero ver se o tempo se acomoda um pouco
Porque falta um tempo pra eu chegar no fim
Só cuido da vida e mesmo assim me perco
O que dirão os outros que falam de mim
Quem sabe de mim sou eu mesmo e basta
Não bebo da água onde uns lavam a alma
Nem espero as sobras pra matar minha fome
Porque faço tudo do meu jeito em calma
Porque faço tudo do meu jeito em calma" - Ressábios, Luiz Marenco
quinta-feira, 18 de junho de 2009
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Razões de ser.
Acredito muito na adversidade como uma alavanca para o desempenho e crescimento no âmbito que tu queiras relacionar. Sempre dá certo. Meu Vô, Dante Farias, quando tinha seus oito anos salvou uma cordeira guaxa aquecendo ela na beira de um fogão a lenha. Quando o pai dele mudou de propriedade, ele já estava carregando um lote de ovelhas que surgiram a partir daquela que foi salva. Criou os filhos de pé na terra, seja criando ovelha ou fazendo banheiro de gado (me disse ele "naquele tempo 10kg ou 30 kg era tudo igual pra mim", falando das pedras inteiras que ele carregava para fazer os banheiros de gado na antiga Cacimbinhas). Meu pai tinha dois pares de roupa quando foi para Pelotas estudar, sem cadernos, só com a vontade, a mesma que eu tive e tenho desde que vim para Porto Alegre fazer a minha "vitirinária". A minha adversidade, segundo a doutora analista, sou eu mesmo. Tá vendo? Um pouco mais moderno, a tal da luta interior, algo assim. Essa minha auto cobrança é que me mata, e que na verdade é fruto de todo um passado de cobranças por parte de outros, o que foi bom mas ao mesmo tempo agora tem que ser tratado um pouco. Mania que eu tenho de pensar "isso é o mínimo a ser feito", "sem agradecimentos, é só a minha ínfima parte", essas coisas. A partir de um gatilho disparado num momento em que eu não queria mais relacionamento sério, me vi diante de uma pessoa que me fez repensar tudo da vida, principalmente essa minha cobrança que há tempos me prejudica e só a Aline conseguiu ver e me fazer falar de tudo isso, e muito mais. To numa fase tão rica da minha vida que até acredito não saber a tal dimensão disso tudo. Diante de um mercado de trabalho pestes a me engolir aos poucos, me sinto confortável com aquilo que sei e penso sob a presença da mais cativante das criaturas, de uma simplicidade infinda "igual a minha paisagem". Como eu tinha dito para a Aline, no dia que ela conseguiu arrancar de mim um pouco de história pesada, acho que agora eu mereço uma pessoa como ela. Não pode ter merecimento sem adversidade pregressa. Não acredito em medalha sem batalha, "escritura sem sangue nas entrelinhas", "sem a dor do sangue, francamente, nem mesmo Cristo". É tudo muito diferente de tudo vivido, e ao mesmo tempo semelhante com tudo o que procuro. Afeto com a família, dedicação ao trabalho e estudo, companheirismo, e mucho más tenho encontrado na Aline. A leveza de vida que ela carrega contrapõe todo essa minha intensidade, densidade de vida, gerando um equilíbrio que não precisa de palavras para ser descrito. Aliás, é interessante: a gente se sente bem num baita silêncio parece que tentando traçar a atitude corporal um do outro. É quase como um instinto. Só sei que é bem bom, enfim a calmaria depois de tanto aguaceiro. Ainda to me arrumando lá com a tal da psiquiatra, mas é questão de tempo, só até a cura da ansiedade e cobrança excessiva. Sairei enxuto da faculdade, cabeça nova, se tudo correr bem trabalhando ou tocando mestrado (quem sabe os dois, né?!), e com a minha morena de ojos sinceros.
Um pouquito de poesia, regalo a Aline, poesia de Jeiro "Lambari" Fernandes.
"Permita, morena, que eu sonhe contigo
Num rancho onde abrigo meus dias de frio
Permita, morena, que eu veja teus olhos
Buscando os meus olhos nas águas do rio
Permita, morena, que eu pegue a guitarra
E solte as amarras da minha ilusão
E cante num verso meus ternos segredos
Vestidos de medo, de amor e paixão
Permita, morena, que eu ceve outro mate
Pra dor que me bate nesta solidão
Permita, morena, que eu chame te nome
Matando a fome do meu coração
Se acaso, morena, teus olhos luzeiros
Tiver paradeiro em outro olhar
Perdoa, morena, meus olhos tristonhos
Perdoa os meus sonhos se contigo eu sonhar
Perdoa, morena, se trouxe comigo
Teu lindo sorriso na graça do olhar
Perdoa, morena, se tenho saudade
Me falta coragem pra te procurar
Não chores, morena, se a noite sinuela
Povoar de estrelas teu meigo sonhar
E quando enxergares a estrela cadente
É meu sonho insistente a te cortejar"
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Na forma.
... é assim que tem que ser, sempre mais. Na forma, direito, sem desviar a atenção senão no próprio objetivo. Aos poucos eu vou refazendo minhas chances de conseguir atingir o que sempre quis. Através de muito trabalho e principalmente LEITURA. Deus, só eu sei o quanto que nada sei. Descubro agora que preciso reaprender a trabalhar com cavalos, do modo certo, menos invasivo. Além disso, a vida pessoal vai indo, ladeira acima com bastante lentidão. Pago pela minha virtude de sempre "estudar demais, demais", a vida pessoal repleta de gente paciente comigo, com meus temores e ressábios devido ao passado. Olha, não tem sido fácil me aguentar. Viro os arreios assim que posso; nos dias solitos meia garrafa já chega, e não me venham criticar por isso, cada um dá um jeito de não pensar em bobagem. Uns fazem análise, eu tomo um trago e acordo tranquilo no outro dia, pronto pra outra. Me faz mais sincero com os cavalos, não sei a razão. Ultimamente tenho conseguido bem mais respostas positivas da parte deles. E não tem atrapalhado meus estudos, nem meus projetos.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Son largas mis penas viejas...
Lá se foram meus 4 anos e pico de veterinária... trata-se de um tempo regado a muito, mas muito suor mesmo, braço que as vezes fraqueja mas se apóia mesmo assim. Pra mim não foi só uma faculdade, eu vivi (e vivo ainda, claro) o que não havia vivido ainda na minha breve vida anterior. Nem tudo foi como eu queria, nem pode ser, e a profissão depois não vai ser como eu quero, talvez um pouco parecido, mas não muito. Mas isso me foi ensinado aqui, à trancos e barrancos e sem outro professor que não a propria vida, a cara ao tapa, o não, a perda e a glória da pequena vitória. A cada pequena vitória, pelo menos duas latas de cerveja e quem sabe, se a grana aceitar, uma pizza c os amigos. Sou bolsista de novo, um projeto de cunho social, ambiental e que envolvem sabe quem? Minha eterna fixação: cavalos. Só de pensar em tudo que perdi só pra me envolver com esses seres me deixa desconfiado; mas agora acredito em mim, na minha capacidade de renovação. Todo o santo dia algo acontece pra empurrar-me pra baixo, mas aprendi a esgrimir contra a parede e, agora, duvido muitas vezes até de Deus pra me derrubar.
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